Quem garante é o Google: a Caralluma fimbriata é a sensação da pré-temporada do verão 2011. Sucessora da porangaba e de outras promessas de emagrecimento rápido, é na Caralluma que muita gente está depositando as esperanças para melhorar a silhueta a tempo de curtir a estação mais quente do ano. Sinal de que o hábito da automedicação não muda, as ferramentas de busca mais populares da internet registram um aumento significativo de consultas sobre preço e local de venda da substância. O volume de pesquisas sobre efeitos colaterais é bem mais modesto.
A promessa é tentadora: o fitoterápico teria a propriedade de “enganar” o cérebro enviando mensagens de satisfação mesmo que a pessoa tenha comido muito menos que habitualmente ou nem tenha se alimentado. Natural do sul da Índia, onde cresce como planta selvagem, a Caralluma é um cactus largamente utilizado pelas camadas mais pobres da população como paliativo para a fome. Os nativos o utilizam cozido e temperado apenas com sal e pimenta, ou até mesmo cru.
Descoberta pelo Ocidente, a Caralluma cruzou os oceanos e foi adotada como fitoterápico poderoso, encapsulado e vendido em farmácias de manipulação. No Brasil, qualquer pessoa pode comprá-la ao preço médio de R$ 80,00 por embalagem com 60 cápsulas.
Embora não haja registro de efeitos negativos, a médica especializada em nutrologia Liliane Oppermann alerta para o fato de que gestantes e mulheres que estejam amamentando, além de pessoas que sofrem de problemas renais, não devem utilizar a substância.

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